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Ver Fringe dá nisso…

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The Hermes 3000 was the well-known typewriter of iconic author Jack Keroauc during the 1960’s ‘Hippie Movement’ and recently auctioned for $22,500 (USD). In Greek mythology, Hermes was the Great Messenger of the Gods and the patron of boundaries, and the travelers who cross them.

Pesquisa efectuada devido à aparição na minha série favorita: Fringe.

Written by Nuno França

16 de Janeiro de 2013 at 23:53

Café perfeito: 8500 euros

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Três engenheiros norte-americanos desenvolveram uma máquina que promete fazer os melhores cafés do planeta. Tecnologicamente avançada, a Blossom One Limited consegue detectar qual o tipo de café e a melhor maneira de o preparar.

Jeremy Kuempel, licenciado no MIT com passagem pela Apple, Matt Walliser, antigo engenheiro da NASA e o designer Joey Roth, conhecido pelos trabalhos industriais, criaram a máquina de café mais avançada da história. A ideia apareceu depois de uma noite universitária onde a uma máquina produzia cafés de qualidades diferentes, mas usando os mesmos grãos. 

Kuempel usou conhecimentos em termodinâmica para perceber o que estava a causar a variação de sabores. Foi então que se apercebeu que nenhuma máquina no mundo consegue produzir um café perfeito de cada vez que trabalha. O objectivo definido foi o de criar uma máquina de café de factores programáveis e que trata de maneira diferente cada espécie de grão que lhe é introduzida.

A Blossom One consegue regular a temperatura da água, a pressão e o tempo que o café está em contacto com a água para que cada chávena de café seja a mais perfeita possível. A máquina vem ainda equipada com um sensor fotográfico de 1,3 megapixéis que consegue reconhecer códigos QR, que por sua vez ajudam no reconhecimento do tipo de café. 

A máquina que tem um custo de 11.111 dólares, cerca de 8.500 euros, vem equipada com Wi-Fi que permite descarregar e partilhar receitas de café, assim como permite a monitorização da actividade a longa distância.

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Neil Harbisson: O primeiro cyborg de carne e osso!

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Franzino, sempre vestido de cores garridas, o primeiro cyborg, reconhecido como tal por um Governo, anda por todo o lado com uma câmara pendurada na cabeça. Leva ainda um corte de cabelo à tigela, que lhe esconde um chip, apoiado por cima da nuca. “Riem-se de mim, enquanto vou pela rua, mas não ligo”, conta-nos o artista de 30 anos, ao telefone, desde Barcelona, onde vive.

A sua melhor defesa quando o impedem de entrar nos cinemas, com receio de que vá captar ilegalmente o filme, ou em lojas, por temerem a espionagem, é o seu passaporte britânico é filho de mãe espanhola e pai irlandês. No documento, Neil aparece com o artefacto, que não larga nem para dormir. É através desta câmara, semelhante às que utilizamos no computador, que o artista plástico ouve as cores que os seus olhos não veem. Confundida inicialmente com o daltonismo, Neil sofre de acromatopsia, uma doença rara, de origem genética, que se traduz, entre outras coisas, na incapacidade de perceber a cor.

Até à idade adulta, o seu mundo era branco e preto. Mesmo assim, decidiu estudar artes. “Percebi que, qualquer que fosse a área de estudo, a cor estaria presente. Na Química, na Geografia [basta imaginar o que seria interpretar um mapa sem distinguir as cores dos traçados] ou até na Literatura, cheia de referências visuais”, exemplifica. “Optei pelas artes para tentar entender algo que não conhecia ou sequer compreendia. Como quem se dedica ao estudo de uma religião.”

O olho extra

Um chip (começou por ser um computador, obrigando-o a andar com uma mochila às costas) transforma as cores em sons, que Neil absorve nos ossos da cabeça. A cada cor corresponde uma nota sonora, como se o arco-íris fosse uma escala musical.

Neil, que, tal como os restantes palestrantes, não cobrou cachê para estar presente, afirma que se sente em casa rodeado de cientistas. “A correspondência entre as cores e as notas é matemática [o amarelo soa a Sol, o verde ao Lá e por aí fora].” Newton “já tinha criado uma escala semelhante “, sublinha. “Interessa-me muito a forma como a ciência pode alargar os nossos sentidos, pela associação à tecnologia.” Na Fundação Cyborg, que fundou com o intuito de ajudar as pessoas a incorporarem equipamentos que lhes estendam os sentidos, só são aceites projetos com uma base científica. “Não vejo limites para este tipo de aplicações e estas novas gerações já estão preparadas para incorporar a tecnologia; vão usá-la de outra maneira.”

Visão 360º

O seu próximo passo será introduzir o chip dentro do crânio, num processo designado osteointegração. Uma ambição que já tem alguns anos, mas que carece ainda do aval do conselho de ética de um hospital catalão.

Outras das suas ideias são alargar a perceção das cores, para incluir o ultravioleta e o infravermelho, ou a colocação de uma câmara na parte de trás da cabeça, que lhe permitiria ter uma visão a 360 graus.

“Aceitamos facilmente a inclusão de equipamentos tecnológicos por razões médicas, mas temos dificuldade em aceitála para a extensão das nossas capacidades”, observa, tranquilo, dando como exemplo os implantes cocleares, utilizados para corrigir a surdez. “Sei que gozam comigo.

Mas não me importo. Ganhei o sentido da cor e perdi o do ridículo”, ironiza. Sereno e pragmático, a aura de excentricidade de Neil vai-se desvanecendo ao longo da conversa. Sem que se tenha esforçado para isso, convence-nos de que é, afinal, um homem à frente do seu tempo.

Podem ler o resto do artigo aqui.