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Gérard Castello-Lopes: o fotógrafo que merece uma exposição

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O título que me chamou a atenção foi este: AS FOTOGRAFIAS CHECAS DE GÉRARD CASTELLO-LOPES VÃO TER UMA EXPOSIÇÃO

 

E ainda bem!! Não conhecia este fotógrafo, ainda por cima, Português: Gérard Castello-Lopes

Imagens foram captadas durante uma curta viagem a Praga, em Dezembro de 1957.

A loja da FNAC no Chiado, em Lisboa, vai expor a partir de 4 de Junho uma série de fotografias inéditas que Gérard Castello-Lopes captou em Praga, em Dezembro de 1957, quando a então Checoslováquia ainda estava sob domínio soviético. São mais de duas dezenas de imagens escolhidas por Jorge Calado que mostram uma cidade pardacenta, de quotidiano sombrio e que até agora não fazia parte do roteiro fotográfico conhecido de um dos mais consagrados fotógrafos portugueses.

Nesta selecção de fotografias começam a revelar-se os traços característicos da imagética fotográfica de Gérard Castello-Lopes, com muitas cenas de rua (evitando a monumentalidade), pessoas captadas de costas (o fotógrafo não gostava do confronto com o olhar nem de se sentir intrusivo), as montras de lojas (uma das suas obsessões) e a dinâmica urbana (transportes públicos, carros, polícias sinaleiros…). Curiosamente, apesar das suas reticências em “importunar” transeuntes com a sua actividade fotográfica, entre as dezenas de fotografias que mandou imprimir (das quase 100 que captou), a única imagem que escolheu para representar a sua viagem a Praga é o retrato de um asiático, de olhar directo, apelidado na família de Gérard como “o vietnamita”.

Um estilo muito semelhante a Henri Cartier-Bresson.

Nascido em Vichy, viveu ao longo da sua vida, em Lisboa, Cascais e Estrasburgo, onde integrou o Corpo Diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Mais tarde fixaria residência em Paris. Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, dedicou a sua vida ao cinema e à fotografia. Herdeiro e gerente da distribuidora Castello-Lopes, fundada pelo seu pai, foi também assistente de realização de Artur Ramos e de Fernando Lopes no filme “Os Pássaros de Asas Cortadas” (1962), co-autor e assistente de produção e realização da curta-metragem de 1970, “Nacionalidade: Português”, e foi um dos fundadores do Centro Português de Cinema. Entre 1991 e 1993, foi presidente do júri do Instituto Português de Cinema, e integrou o conselho consultivo da Culturgest. Foi crítico de cinema, de 1964 a 1966, na revista O Tempo e o Modo, e escreveu para os jornais A Tarde e o Semanário, entre 1982 e 1984. Também foi assistente de encenação de duas óperas, subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e produzidas pelo Grupo Experimental de Ópera de Câmara.

Podem ler mais aqui e aqui.

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3 Respostas

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  1. As fotografias sao belissimas mas pelo menos aquela das pessoas sentadas no banco não e dele, mas do Winogrand! E salvo erro e em Nova Yorque. Fica a suspeita sobre as outras… A Cesar o que e de Cesar. A vida dos artistas não e fácil. O mínimo que lhes devemos e atribuir-lhes as obras que criaram….

    Joao

    4 de Março de 2015 at 23:06

  2. adoro Praga.

    OutofWorld

    31 de Maio de 2013 at 10:45


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