Paranóias

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A crise bancária…

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Written by paranoiasnfm

24 de Julho de 2014 at 13:02

As notícias mais bizarras de 2013

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A Visão fez a selecção das 30 mais bizarras. Destas 30, escolho as que mais achei piada/estúpidas…

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28 de Dezembro de 2013 at 13:21

Subsídio para a história dos subsídios

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O tempo em que o subsídio de férias era pago na altura das férias parece bem ridículo, visto a esta distância. A falta de imaginação do legislador, a linguagem denotativa do recibo, tudo era desinteressante e enfadonho. Receber o subsídio de férias quatro ou cinco meses depois das férias, como agora se usa, introduz na vida dos funcionários públicos e dos reformados uma dimensão de ousadia que é muito estimulante. O subsídio recebido em Novembro é uma inesperada lembrança das férias, como tropeçar num maço de fotografias do verão. Mas é uma lembrança de férias que não tivemos, uma vez que não havia dinheiro para gozá-las na altura própria. Uma recordação do que nunca existiu: eis a complexa proposta do ministério das Finanças.

Primeiro, o governo quis deixar de pagar o subsídio de férias. Infelizmente, a ideia enfermava de um pequeno vício, que era o de violar a principal lei do país. Impedido de cometer ilegalidades pelo tribunal constitucional, o governo viu-se forçado a legislar de novo, desta vez dentro dos limites da lei – o que, por ser mais difícil, atrasou o processo de pagamento dos subsídios. Foi azar: poderíamos ter tido uma ilegalidade irrepreensivelmente pontual, mas ficámos com uma legalidade atrasada. O corte dos subsídios era ilegal, mas teria sido feito a tempo e horas; a reposição respeita a lei, mas já não consegue respeitar o calendário. Enfim, não se pode ter tudo. E, além disso, é natural que, quando se tenta cometer uma ilegalidade, se sofra uma punição. Normalmente, é a entidade que tenta cometer a ilegalidade que sofre a punição, mas também pode acontecer que quem tente cometer a ilegalidade inflija também a punição, como neste caso. Julgo que é mais económico, e não está tempo para grandes despesas. O governo tentou não pagar os subsídios e os cidadãos pagaram o preço do chumbo de uma medida ilegal. Sempre houve alguém a pagar alguma coisa neste processo, o que acaba por ser refrescante.

O episódio deixa à vista a injustiça das críticas que têm sido feitas ao primeiro-ministro. Ao contrário do que se diz, o governo é implacável com os credores. É duro a renegociar montantes de dívidas e prazos de pagamento. Aos pensionistas e funcionários públicos, começou por propor um violento hair-cut de 100%, relativamente ao dinheiro que lhes devia. E depois alargou o prazo de pagamento em vários meses. Tudo indica, portanto, que temos o governo certo. Nós é que somos os credores errados.

 

 

Written by paranoiasnfm

8 de Julho de 2013 at 10:21

Carta aos 19%

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Caro desempregado,

Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.

Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.

Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.

Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.

Visão

Written by paranoiasnfm

27 de Março de 2013 at 12:04

A moda do “Tu cá tu lá”

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Um artigo na Visão que vale a pena ler do princípio ao fim.
Abaixo, segue um excerto.

 

Logo de manhã, ligas o televisor e levas com um anúncio de um operador de net e cabo a falar da “tua visão”. Enquanto conduzes, o animador da rádio anuncia-te que “vais ouvir uma música fantástica”. No pára-arranca do trânsito, olhas para o lado e vês um outdoor de uma companhia aérea com a frase “Até onde queres ir?” Entras numa pastelaria para pedir um café e corres o risco de a rapariga ao balcão te perguntar: “Queres açúcar ou adoçante?” Folheias o jornal e lá está um carro de 25 mil euros a dizer-te “desafia todas as normas”. Mais tarde, abres a VISÃO e lês um artigo no qual um jornalista que não conheces de lado nenhum te trata por tu.

A sociedade portuguesa está a ficar mais informal, e a língua segue-lhe os passos.

Há duas ou três décadas, atravessávamos a fronteira entre a juventude e a maturidade por volta dos 20 e poucos anos, ou por altura do primeiro emprego, quando as pessoas na rua começavam a aplicar-nos o “você”. Era nesse momento, e não no 18.º aniversário, que nos sentíamos efectivamente a entrar na idade adulta. Depois, alguma coisa mudou. O “tu”, teimoso, passou a sobreviver até mais tarde e o “você”, tímido, demorava a brotar. Chegávamos aos 30, 35, e ainda nos perguntavam “tens horas?”. Agora, para onde quer que olhemos, as marcas persistem em tutear-nos a nós, consumidores, seja qual for a nossa idade. E não estamos a falar de anúncios a barbies e carrinhos de brincar. Automóveis, bebidas alcoólicas, relógios, perfumes, telemóveis, máquinas de café, todos falam connosco como se fossem da nossa família.

(…)

Carlos Reis, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, também aponta as redes sociais como corresponsáveis pela generalização do “tu”. “Basta ver o fenómeno dos ‘amigos’ no Facebook. O que parece natural é tutear um amigo (mesmo que ele seja um ‘amigo’, digamos, electrónico…).

Além disso, os textos em redes sociais e em mensagens de dispositivos móveis são muito breves, pouco reflectidos e, por isso, a tendência para simplificar chega à forma de tratamento: um ‘tu’ é mais fácil de conjugar do que um ‘você’, já para não falar no quase arcaico ‘vós’.” A informalidade, em Portugal, não se esgota na publicidade e nas redes sociais.

 

Written by paranoiasnfm

6 de Dezembro de 2012 at 15:03

Ricardo Araújo Pereira comenta…

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Como adoro este senhor… um GRANDE humorista: Ricardo Araújo Pereira

Todas as semanas escreve artigos de opinião para Visão.

O desta semana, simplesmente genial!

A fotografia que mostra um polícia a dar uma bastonada preventiva a uma impertinente fotojornalista demonstra bem o estado em que o país se encontra: a situação é difícil, mas nem tudo são desgraças. Vi a fotografia e fiquei mais tranquilo. A estupenda cacetada corrigiu várias imperfeições. Primeiro, uma imperfeição cívica. Estes fotojornalistas andavam a pedi-las há muito, pelo perigo que representam para a sociedade. Recordo a tragédia que duas ou três dezenas destes profissionais podem causar quando perseguem princesas inglesas em Paris. Talvez houvesse uma princesa estrangeira nas imediações do Chiado e o polícia tenha sentido que poderia salvar vidas reais com um simples golpe do pulso.

Por outro lado, a bastonada castigou, e de que maneira, a incompetência. A fotojornalista foi agredida e quem captou o acontecimento foi um seu colega. É uma falta de profissionalismo inadmissível. Talvez para a próxima esta jornalista tenha a máquina a postos quando estiver prestes a ser espancada pelas forças de segurança. São lições que o sarrafo ensina com muito mais eloquência do que a universidade. Por mais que tente, um chumbo num exame não consegue ser tão pedagógico como uma cicatriz na cabeça, ou um vergão no lombo.

O agente que salvou o país e a própria humanidade deve estar orgulhoso. Livrar o mundo de larápios, de desordeiros e de fotojornalistas do sexo feminino são algumas das principais razões que levam alguém a inscrever-se na polícia. Quem nunca brincou, em criança, aos polícias e fotojornalistas? Quem não recorda as séries policiais em que os melhores detectives tentam caçar os fotojornalistas mais pérfidos e astutos?

Ao que parece, o agente reagia a provocações dos manifestantes. Neste ponto, é justo reconhecer o modo como as costas da fotojornalista contribuíram para o alívio das tensões sociais. Este seria, aliás, um bom método para aplicar, por exemplo, no mundo do trabalho. Em cada empresa, haveria um fotojornalista. Sempre que houvesse conflitos laborais ou outros, os ofendidos espancavam o fotojornalista e voltavam ao trabalho revigorados. Pode ser que agora se comece a pensar nisso.

O Presidente Cavaco Silva também se interessou pelo caso e disse que é importante averiguar tudo o que se passou naquela tarde. Nomeadamente, porque é que só dois jornalistas apanharam. Ao que parece, o inquérito já decorre, e estará concluído mal se acabe de averiguar tudo o que se passou há 18 anos, na Ponte 25 de Abril.

Written by paranoiasnfm

5 de Abril de 2012 at 12:11

Cavaco Silva: é este, o nosso presidente!

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A Visão decidiu fazer um apanhado geral das frases mais mediáticas de Cavaco Silva. Ora… eu li cada uma e, abaixo ficam as minhas “favoritas” (ou que, pelo menos, me dão vontade de vomitar… ou pior!).

Gostaram?!

É este, o nosso presidente!

Written by paranoiasnfm

17 de Março de 2012 at 13:52

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