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Pirarucu: peixe anti-piranha

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O pirarucu, ou Arapaima gigas, num aquário na Colômbia (FREDY AMARILES/AFP)

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Pormenor das escamas do pirarucu, à prova de piranhas

 

Para resistir às implacáveis mordeduras das piranhas, o pirarucu, um peixe gigante da Amazónia, está equipado com um colete anti-dentes  duro no exterior e flexível no interior – revela agora um estudo sobre a estrutura das suas escamas realizado com raios X intensos.

 O primeiro nível de defesa destas escamas é composto por superfície espessa, de apenas meio milímetro, mineralizada e muito dura, que impede a penetração dos dentes dos predadores. Por baixo dessa superfície, existe uma segunda camada flexível, duas vezes mais espessa, composta por lâminas de colagénio (uma proteína), enroladas em espiral e orientadas em direcções diferentes, capazes de se realinharem em função da pressão a que são submetidas.

Resultado: o impacto das mandíbulas das piranhas é amortecido e repartido por uma grande superfície, o que impede a camada exterior das escamas de se quebrar – uma versão aperfeiçoada das malhas de ferro, que protegiam os cavaleiros da Idade Média. E para aperfeiçoar ainda mais este dispositivo, as escamas estão sobrepostas e são onduladas, para transferir melhor a energia à camada interior.

O Arapaima gigas é um dos maiores peixes de água doce conhecidos: já se pescaram exemplares de 200 quilos e três a quatro metros de comprimento.

Carnívoro, o Arapaima gigas cresce rapidamente, até dez quilos por ano, e aguenta as condições de uma produção intensiva, graças à sua capacidade de respirar oxigénio atmosférico, o que lhe permite viver em ambientes mal oxigenados.

 

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16 de Outubro de 2013 at 21:43

Perde nariz em acidente e fica com outro na testa

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Um chinês viu o seu nariz destruído após um acidente de automóvel, em 2012. A solução encontrada pelos médicos foi fazer-lhe crescer um nariz na testa, para depois ser implantado no devido local, conta o Diário de Notícias.

Xiaolian perdeu o nariz após um acidente de carro e as tentativas de o recuperar mostraram-se infrutíferas, dada a infecção que se agravou naquela parte do rosto do chinês.

A técnica utilizada permitiu a criação de um novo órgão com recurso a cartilagem retirada da costela do paciente e de um expansor de tecido da pele.

O novo nariz do jovem de 22 anos está quase pronto para ser implantado no devido local e a cirurgia deverá realizar-se em breve.

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27 de Setembro de 2013 at 15:55

Os peixes ouvem música e apreciam Bach

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Segundo um novo estudo, os peixinhos-dourados não só gostam de ouvir música mas conseguem inclusive distinguir compositores.

O trabalho vem adicionar provas à teoria de que muitos animais de diferentes espécies compreendem a música.

O autor do estudo, Kazutaka Shinozuka da Universidade de Keio, conversou com a Discovery News e afirmou que “os peixes-dourados detetam propriedades complexas do som, tal como pitch e o timbre”.

Para esta investigação, publicada no jornal cientifico “Behavioural Processes”, Shinozuka e os seus colegas,  Haruka Ono e Shigeru Watanabe, tocaram duas peças de música clássica perto do aquário dos peixes. As peças escolhidas foram Tocatta e Fugue em D menor  de Johann Sebastian Bach e The Rite of Spring por Igor Stravinsky.

Os cientistas treinaram os peixes para mordiscar uma pequena conta presa  a um filamento dentro de água. Metade dos peixes foram treinados com comida para mordiscar quando ouviam Bach e a outra metade quando passasse a música de Stravinsky. Os peixes passaram no teste, distinguido com facilidade os dois compositores e recebendo uma barriga cheia de comida no processo.

Os peixes estavam mais interessados na comida do que propriamente na música, mas estudos anteriores realizados em pombos e outras aves sugerem que Bach é a escolha de eleição, pelo menos para estas aves.

“Estas peças podem ser consideradas como música clássica (Bach) e contemporânea (Stravinsky). Demonstramos antes que os Calafates (éspecie de ave) preferem música clássica em detrimento da moderna. “, explicou Shinozuka.

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9 de Setembro de 2013 at 19:26

Teia, fungo, afinal, o que é?!

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Pode ser uma teia, uma espécie de casulo em construção, uma aranha ou até um fungo. Para já, estas são algumas das hipóteses avançadas por cientistas para explicar a… ‘coisa’ encontrada por Troy Alexander na Amazónia peruana.

Desde então, publicou as fotografias da sua descoberta online, tanto no Twitter como no Reddit, em busca de respostas. Estranhamente, não conseguiu descobrir que organismo era aquele, aumentando as hipóteses de se tratar de uma nova espécie.

Igualmente intrigada, a revista “Wired” foi à procura de soluções, mas não encontrou nenhuma. “Não faço ideia do que fez isso, nem sequer do que é isso”, disse William Eberhard, entomologista do Smithsonian, à publicação.

“Já vi a fotografia, mas não faço ideia que tipo de animal terá sido responsável por isso”, admitiu Norm Platnick, especialista em aranhas, do Museu de História Natural dos EUA.

A entomologista Gwen Pearson apontou para a possibilidade de ser uma estrutura de tipo de traças (Bucculatricidae), mas sem certezas. “Estamos todos a adivinhar. Mas não temos nenhuma ideia. E essa é a minha opinião científica”, gracejou. Para já, mantém-se o mistério.

 

 

 

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6 de Setembro de 2013 at 09:30

Estradas que “comem” a poluição!

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Os investigadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, aplicaram óxido de titânio numa estrada para limpar o ar e tornar os elementos atmosféricos menos nocivos. Este tipo de purificação a partir do solo pode vir a ser a solução para os pavimentos das cidades do futuro, ecológicas e amigas do ambiente. O pavimento foto-catalítico conseguiu reduzir em 45% a poluição registada naquela zona ao longo de um ano de medições. A comparação foi feita com uma estrada num bairro adjacente que foi alcatroada seguindo o método habitual, noticia o LA Times.

A solução já é conhecida há alguns anos: aplicar alguns químicos no chão ajuda a destruir os elementos nocivos e purifica o ar. A aplicação feita por este grupo de investigadores mostra «o potencial de superfícies quimicamente alteradas para melhorar a qualidade de vida, especialmente nas zonas urbanas onde há muitas emissões devido ao trânsito», explicou David Brown, responsável pelo Instituto de Engenheiros Químicos.

 

Comer macacos do nariz faz bem!!!!

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5 de Julho de 2013 at 18:59

Malas de mulheres piores do que sanitas

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Uma em cada cinco malas das mulheres contém mais bactérias do que uma sanita. Os investigadores britânicos da Initial Washroom Hygiene levaram a cabo um estudo que concluiu que as malas utilizadas diariamente pelas mulheres representam um perigo para a saúde.

O artigo publicado no site especializado Medical News Today revela que nem uma sanita tem tantas bactérias como as malas.

“As malas entram em contacto regular com as nossas mãos, de modo que o risco de diferentes germes se transmitirem é muito alto, especialmente porque é raro as mulheres limparem ou lavarem as malas”, explicou Peter Barrat, gerente técnico da empresa Initial Washroom Hygiene.

Os especialistas adiantam também que as malas de couro são as que contêm níveis mais elevados de bactérias porque o tecido macio actua como um terreno fértil para germes. Mas as conclusões não ficam por aqui e o estudo garante ainda que o creme para as mãos, que grande parte das mulheres carrega consig,o é o objecto que mais bactérias acumula dentro da mala.

Para contornar este problema e impedir uma invasão de bactérias, os especialistas aconselham as mulheres a terem consigo toalhitas ou gel anti-bacterianos para limpar as mãos e, claro a mala. Outro conselho prende-se com a arrumação: os investigadores garantem que ter uma bolsinha para os produtos de maquilhagem e outra para os cremes é meio caminho andado para uma mala limpa e livre de bactérias.

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21 de Maio de 2013 at 14:13

Fire glass

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Via StumbleUpon!.

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29 de Abril de 2013 at 16:34

Caracol-gigante

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As autoridades na região de Miami, no Sul da Florida, estão preocupadas com a infestação do caracol-gigante-africano que, nas próximas semanas, se vai tornar mais activo à medida que começa a estação das chuvas. O gastrópode, que pode alcançar o tamanho de uma ratazana e que devora todas as plantas que lhe aparecem à frente, chegou ao Estado norte-americano em Setembro de 2011.

Desde essa altura já foram apanhados 117.000 indivíduos. Por semana apanham-se mais de 1000 destes gastrópodes. “Eles são enormes, andam por aí, parecem que estão a olhar para as pessoas e a comunicar com elas, e as pessoas gostam disso”, explica Denise Feiber, porta-voz do Departamento para a Agricultura e para os Serviços dos Consumidores. “Mas as pessoas não se apercebem da devastação que esta criatura pode causar e libertam-nas num ambiente onde não têm inimigos naturais e prosperam”, diz, citada pela Reuters.

O caracol-gigante-africano, Achatina fulica, é original do Leste de África. Atinge os 18 centímetros de comprimento. Esta espécie é hermafrodita e cada indivíduo põe, em média, 1200 ovos por ano. A espécie já foi introduzida em locais tão diversos como a China ou o Brasil.

Fontes:

Wikipedia (PT)

Wikipedia (ENG)

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19 de Abril de 2013 at 10:42

Jovem criou teste de detecção de cancro no pâncreas

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Jack Andraka deixou de ser o típico adolescente despreocupado e é agora um jovem e promissor cientista por ter descoberto uma forma de baixo custo e eficaz na detecção do cancro do pâncreas.


Com a internet, qualquer coisa é possível“, explicou o norte-americano Jack Andraka, enquanto contava a sua história numa conferência sobre inovação TED, celebrada esta semana em Long Beach, no sul da Califórnia.
 
Há muito mais a fazer do que publicar fotos de nós mesmos com cara de pato“, comentou, durante a TED Talk, no prestigioso encontro sobre ciência e tecnologia.
 
Se um jovem de 15 anos que não sabia o que era o pâncreas descobriu uma forma de detectar um cancro no pâncreas, imaginem o que vocês podem fazer“, acrescentou.
 
Andraka, com 16 anos, contou como começou há três anos a navegar na internet à procura de informações sobre o cancro do pâncreas, depois de um amigo da família morrer vítima da doença. Andraka lembra-se de como ficou surpreendido ao saber que geralmente este tipo de cancro é detectado tarde demais e que o método utilizado para diagnosticá-lo tem 60 anos.
 
“É mais velho que o meu pai”, brincou.
 
“Sem desanimar e com o meu optimismo adolescente, consultei os dois melhores amigos de um adolescente: o Google e a Wikipédia“.
 
 Foi assim que descobriu que há milhares de proteínas que podem ser detectadas no sangue de pessoas com cancro no pâncreas e procurou uma que pudesse servir como indicador precoce da doença. “Por último, na tentativa 4.000, quando já estava a perder o juízo, encontrei a proteína”, recorda.
 
A descoberta aconteceu numa situação pouco provável: durante uma aula de biologia do ensino básico.
 
“Comecei a ler um artigo sobre os nano-tubos, que são estruturas tubulares com o diâmetro de um nanómetro, escondido debaixo da minha secretária, quando devia estar a prestar atenção à aula sobre anticorpos”, recorda.
 
De repente, percebi que podia combinar o que estava a ler com o que se supunha que devia estar a ouvir”, acrescentou. De acordo com este cientista adolescente, a receita para fazer sensores de papel que detectam a proteína – a mesotelina – no sangue é “quase tão simples como fazer biscoitos de chocolate”.
 
A técnica custa dois cêntimos, leva poucos minutos e aparentemente é 100% precisa, explicou o jovem na conferência.
 
Andraka contou ter enviado 200 pedidos para laboratórios científicos para poder dar continuidade ao seu trabalho. Todos recusaram, menos a Universidade Johns Hopkins, onde passou por um rigorosíssimo interrogatório antes de ser aceite.
 
Lá, conseguiu dar continuidade à sua pesquisa, que lhe valeu o grande prémio da feira internacional de ciência ISEF 2012 (Intel International Science and Engineering Fair), a maior competição internacional de ciência ao nível pré-universitário.
 
Andraka adianta que sua descoberta tem potencial para ser adaptada a outros tipos de cancro, bem como a doenças cardíacas e VIH/SIDA.

Written by paranoiasnfm

1 de Março de 2013 at 17:11

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