SONIC: 21 anos!
Lembram-se?! Claro que sim! Horas e horas a fio se passaram em frente às consolas a jogar isto!

No início de 1991, o mundo era um sítio diferente. A União Soviética ainda existia, era possível transportar líquidos na bagagem de mão durante voos comerciais e a seleção portuguesa de futebol era uma equipa menor que chorava o não apuramento (mais um) para o Mundial de Itália no ano anterior e preparava a passos largos o não apuramento para o Europeu da Suécia no ano seguinte. MC Hammer e Vanilla Ice não eram ridículos, os Nirvana eram conhecidos só por entendidos e a década de noventa dava os primeiros passos. No mundo dos jogos, a Sega era o único nome capaz de fazer sombra à omnipotenteNintendo no mercado das consolas e tinha como mascote… Alex Kidd.
O estatuto do diminuto herói cabeçudo e com murro de gente grande nunca foi oficial nem era unânime entre os fãs e, apesar do seu longo serviço e da conquista repetida de Miracle World, a Sega pretendia uma mascote com maior carisma, que fosse capaz de rivalizar com o canalizador da Nintendo e protagonizasse uma série igualmente bem-sucedida.
Das várias propostas apresentadas, algumas acabaram por ser aproveitadas como personagens de jogos posteriores e outras foram diretamente para o lixo. Mas houve uma que chamou a atenção. O designer Naoto Oshima submeteu à aprovação dos decisores um ouriço-cacheiro de olhos grandes e cor verde-azulada a que chamou “Mr. Needlemouse” (qualquer coisa como “Sr. Rato Espinhoso”). A escolha estava feita e restava apenas limar arestas. A cor foi mudada para o azul do logótipo da empresa e os pés revestidos com vistosos sapatos vermelhos e brancos inspirados pelo visual de Michael Jackson.
Criado o protagonista, restava dar-lhe um jogo à altura e a tarefa foi confiada ao programador Yuji Naka. O resultado chegou às lojas no dia 23 de Junho de 1991. Sonic the Hedgehog foi um êxito imediato na Mega Drive. Correndo a velocidade supersónica por seis zonas divididas em três atos cada uma, Sonic tinha como objetivo reunir as seis “Esmeraldas do Caos” que o pérfido Dr. Robotnik pretendia usar para fins maléficos. Era um jogo de plataformas diferente. Em vez do movimento cauteloso e saltos muito estudados habituais no género, pretendia-se que o ouriço azul passasse a maior parte do tempo em corrida, cilindrando inimigos com o seu ataque rotativo e recolhendo anéis e bónus espalhados por cada nível. Entre os momentos mais notáveis, os inesquecíveis loops que acabaram por se tornar imagem de marca da série.
Uma versão limitada seria lançada para os 8 bits da Game Gear e do Master System alguns meses depois e a primeira sequela viria no final de 1992 com Sonic the Hedgehog 2, que apresentou ao mundo o primeiro companheiro de aventuras, Tails, uma raposa capaz de usar as suas duas caudas para voar como um helicóptero. No ano seguinte, o aumento de popularidade trouxe a obrigatória passagem à televisão, mas com a particularidade de duas séries de desenhos animados diferentes sobre a personagem terem estreado no mesmo mês: Sonic the Hedgehog e Adventures of Sonic the Hedgehog.
O resto foi uma corrida vertiginosa pela história dos videojogos (e não só desde que um grupo de cientistas chamou Sonic Hedgehog a uma proteína recém-descoberta), marcando presença em todos os sistemas daSega e, quando a marca se retirou fabrico de consolas, passando para outros sistemas, incluindo os daNintendo, cuja rivalidade com a Sega foi grandemente responsável pela criação da personagem. A reconciliação completou-se em 2007 com o lançamento de Mario & Sonic at the Olympic Games para a Wii.
O ouriço-cacheiro mais rápido do mundo fez vinte e um anos. Apesar de já ter idade para conduzir, continua a preferir correr. Resta-nos desejar-lhe boas corridas e que continue a bater recordes de velocidade entre insetívoros.
Primeiro, adoro como a notícia está escrita, dá mesmo vontade de continuar a ler!
Segundo, opá, não podemos ler isto que começamos a sentir o peso da idade! (eu nem tanto, mais tu, ahah)
Mas Sonic é épico, as gerações de hoje em dia não serão tão felizes como nós somos!
Polly
23 de Junho de 2012 em 22:20
POlly,
Gostei da parte
!
Sem dúvida que fica para sempre na nossa memória.
E sim, dá mesmo vontade de ler o artigo todo. Eu comecei a resumir, mas depois pensei: Tenho que colocar tudo, senão perde-se o valor do mesmo.
paranoiasnfm
24 de Junho de 2012 em 15:37